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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Exposição da Figura

Tá.. sem comentários sobre o sumiço.. eu sou assim.. superem isso hahahaha
Vamos trabalhar!

Hoje fui tomar um suco com uma amiga bem querida, mas apesar de querida, temos pouco contato, ainda mais depois que nosso elo de ligação foi pra Criciúma, mas enfim, nos encontramos no Córrego pra um suquinho natural e jogar conversa fora.

Conversa vai, conversa vem, falamos sobre muita coisa. Criticamos, elogiamos, sentimos saudades e planejamos, mas de uma forma ou de outra, sempre sabemos que podemos contar uma com a outra, mesmo que a conversa não seja constante. Dái fiz uma confissão: Eu escrevo um Blog!

Tá, tudo bem que não é sempre e tals, mas escrevo. Daí ela: Ai que legaaaal Marioneteee, quero ler! Gelo, pernas tremendo, cutis empalidecendo, marionete quase caindo da cadeira e se engasgando com o suco de laranja com morango e pêra, que por sinal tinha muitos pedaços e quase me engasguei mesmo, sou nojenta com essas coisas.

Não sei se acontece com vocês, provavelmente com grande maioria não, mas sei lá, eu normalmente não mostro pras pessoas o que escrevo, pelo menos não as pessoas que estão no meu dia-a-dia, sei lá, é estranho, esquisito. No meio da nossa conversa veio esse assunto, o tal blog secreto e a minha amiga falou algo que tá martelando até agora. É algo tão pessoal, algo tão expositor da sua imagem, escrever dando a sua opinião, teus pensamentos podem te expôr mais que um foto! [calma, não vou colocar foto minha aqui, não se preocupem]

Daí estou eu aqui, imaginando uma forma de evitar dar o endereço desse que nada mais é que um espaço para as baboseiras que não falo pra ninguém. Tá, tem algumas que falo, mas vocês entenderam o espírito da coisa, não?!

Não sou uma pessoa que qualquer um consideraria tímida, não tenho problemas com escrita, adoro escrever, mas quando o assunto é mostrar, algo que não tenha sido feito exclusivamente com o propósito de ser mostrado, aí eu tremo, gaguejo e as mãos ficam gélidas. Acontece com vocês?

Bom.. Marionete tem dessas coisas..

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Filme: Sete Vidas

Música é sempre um assunto que deixa pano pra manga, né?! Amooo música. Comece a aprender piano, leio partitura, mas aprática que é bom, nada... Violão eu aprendi sozinha, mas também deixei de lado, hoje minhas irmãs sabem mais do que eu, apesar de eu ter passado o que aprendi sozinha, mas blz.. acontece rsrsrs. Vamos ao que interessa, hora de trabalhar!

Acabei de ver um filme que acho que não teve muita gente que viu, por que ele ainda está nos cinemas e estreiou há pouco tempo. O filme é Sete Vidas com o Will Smith. Primeiro vamos falar do ator. O cantor que tinha fama de Badboy tem se mostrado um ótimo ator de dramas, esse só confirmou ainda mais. Depois de À Procura da Felicidade que arrancou lágrimas até do coração mais insensível, agora ele vem com Seven Pounds no título original pra me fazer chorar até a morte.

Eu não vou contar o filme pra vocês, é claro, odeio quando fazem isso comigo, prometo não fazer com vocês, mas quando terminei de assistir minha cabela ficou tão cheia com a idéia geral do filme que não consegui me conter, preciso externar algumas coisas que ficaram marcadas.

Primeiro, ainda existe realmente bondade e esperança no mundo? Eu acredito que sim e mesmo sendo uma produção Hollywoodiana, verdadeiramente produzida e fabricada para arrancar lágrimas e até ser um pouco sensacionalista, me fez pensar em possoas que andam por aí fazendo realmente o bem, sem olhar a quem.

É verdade, há quem mereça, mas há também quem não, mas no fim das contas, quem somos nós para julgar quem merece o bem que temos a oferecer? O importante não é fazermos a nossa parte e deixar que cada um faça a sua? Tudo poderia ser tão diferente se todos pensassem assim, não é mesmo?

Pode ser um pensamento utópico, com muita ingênuidade e nenhuma realidade, mas ainda prefiro acreditar que esse amor, esse sentimento tão autruísta esteja aí sendo passado de mim para você e assim po diante, às vezes sem querer, outras vezes completamente proposital, formando uma corrente eterna e inquebrável. [outro filme, Corrente do Bem].

No filme as coisas não são abordadas ou mesmo correm para esse lado do qual estou falando, mas só foi um gancho para a reflexão. Muitos outros pensamentos vieram à minha mente, mas esses são um pouco mais pessoais que guardo para mim por enquanto. Um dia compartilho, quem sabe? Pode ser que sim, pode ser que não...

Mas uma coisa é certa: existem várias formas de amor, cada uma com sua particularidade e intensidade, mas no final, é tudo amor.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Coisas e coisas

É, quebre a promessa, mas ser humano é falho, não é verdade? rsrsrs Tá, não vou dar desculpas, então vamos logo pro que interessa: PASSEI NO VESTIBAAAAAAAAAAAA!!!!! Caloura 2009.1 da UFxqui huahauahua UFSC aí vou eu! Fim de ano insano, começo mais ainda.. vocês entendem? rsrsrs Eu não, mas tudo bem, vamos trabalhar!


Ontem fui no Planeta Atlântida edição Florianópolis/SC, claro que tirando todas as dores e incomodos das maconhas ao redor e tals, tudo certo. Mas a reflexão, como tanta gente que não se conhece, de raças, etnias, gostos e lá vai, se confraternizam para escutar música boa [com algumas excessões, mas não vem ao caso]? Momentos como esses fazem eu parar, respirar e lembrar como vale a pena essas incomodações pelo prazer da boa música da boa companhia. O prazes de se sentir vivo, de cantar junto, se emocionar lembrando de momentos que algumas músicas marcaram na sua vida.

Posso estar sendo um pouco sentimental, mas minha vida sempre foi regada a música, sem preconceitos, sabe? Descobri que quando minha mãe estava grávida de mim, uma recém-adulta de apenas 20 anos, ela escutava Led Zepplin, The Beatles, Black Sabbath, sem falar do som da Jovem Guarda e pos aí vai. Quando criança me lembro de cantar em um inglês completamente meu, The Carpenters, Abba, Bee Gees, The Beatles e num português sem entender o tal do Olhar 43 do RPM, Leo Jaime, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens
[credo, como era grande o nome].

Daí veio o fim dos anos 80 e começo dos 90, minha entrada na adolescencia eternizada nas canções de Renato Russo as quais hoje em dia ainda escuto com algumas lágrimas nos olhos
[tá, tô muito sentimental mesmo hoje_rs, tô escutando Hey Jude numa versão totalmente especial pra mim feita pela banda Aerocirco]. Renato morreu e eu me senti órfã mesmo L.U. já tendo acabado há algum tempo e na véspera dos meus 15 anos eu chorei cantando: "Dissestes que se tua voz tivesse força igual á imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira..." [caraaa, que nostalgia...rs].

Daí veio a descoberta do rock internacional com Bon Jovi
[que na época eu achava pesado, por favoooor], Aerosmith [que minha mãe mandou eu devolver o cd pro meu amigo que tinha me emprestado porque a primeira música começava com um arroto e a capa tinha uma vaca com um pearcing na teta hahaha, que hipócrita minha mãe que escutava Led tsc tsc dona Maria, tsc tsc_rs] e FireHouse. Né por nada não, mas esse sonzinho de rock de empregada como Scorpion detonava rsrsrs. Nessa época fiz um pearcing na minha orelha direita, eu mesma, estava entediada aos 17 anos morando em Feira de Santana/BA. Já sabem a reação dos meus pais? Pois é.. nem consegui ficar com meu furo que ostentava com tanto orgulho! Eu era a popular por morar numa cidade de interior e ser a primeira da minha idade a ter um pearcing. Ninguém acreditava, nem eu, por isso escondia dos meus pais. Mas minha mãe tinha um faro pra essas coisas... história pra outro dia rsrsrs.

Daí veio meus 18 anos... acredite se quiser, meu primeiro show sozinha. Fui ver Pato Fu!!! Eu era apaixonadaaa!! Fernanda Takai com aquela vozinha dela ainda faz cócegas na minha alma. E veio Marisa.. háaaa.. Aquela remove montes.. E eu comecei a cantar em barzinhos e conheci um monte de gente e meu primeiro namorado músico que me fez sofrer enquanto escutava Mr. Jones. Acreditem, viver em Salvador não é sinônimo de música baiana e pagodinho baixaria somente. É claro que ninguém sai ileso e aquele que diz que nunca dançou ou cantou um axé ou um pagodinho com o cavaco chorando, tá mentindooo!! Nem que fosse pra pagar mico com os amigos ou como diziam meus amigos, "pegar mulher", todo mundo já teve um pouco de mácula no passado
[meus sais, como sou uma marionete mesmo kkkkk]

Minha 'adultice' chegou e Skank preencheu meu coração com Samuel Rosa todo nada galã sendo somente músico.
[já deu pra notar que eu curto mesmo os caras, né?! rsrsrs] Sei lá, tive meus momentos groupie, tiete, Backstreet girl, sei lá mais o que... mas foi tãaao bom!! Tiveram shows inesquecíveis nacionais, Cidade Negra, Skank de novo, Los Hermanooooooooooooooooooossss!!!!!!!!!!! SilverChair e mais um monte que depois vou me arrepender por não ter colocado aqui_rs.

Hoje? Hoje escuto tanta coisa com os ouvidos bem tranquilos, sem preconceitos, mas respeitando o que me é agradável. Há 1 ano mais ou menos descobri uma banda catarinense que roubou meus ouvidos e coração: Aerocirco. Um rock tão gosto e daqueles que o Brasil tá precisando pra entreter, sentar, curtir. O vocal principal, Fábio Della tem uma voz tão gostosa que você não enjoa de escutar, sabe? Muito bom. Sem falar que é bem tocado, sabe? Músicas que falam de amor, sobre a vida, situações. Muito bom! Recomendo mesmo. A quem ineressar o site dos caras tem canções lá pra você escutar enquanto navega: http://www.aerocirco.com.br/ [uma boa pedida pra quem curte esse tipo de som].

Quanto a ontem[sexta 16], Planeta Atlântida? Pra mim o melhor show foi o de Skank, depois do Rappa e depois Armandinho. Gêneros diferentes mas cada um marcou minha vida de uma forma e ontem mais uma vez estiveram presentes escrevendo mais um capítulo desse livro que escrevo sem nem saber como.

Pra terminar termino com as palavras do Rei, porque a gente também vive de clichês:

"Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi..."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Eu sei, eu sei que sumi e não mereço os comentários de vocês, mas venho aqui, humildimente pedir perdão pelos meus pecados e prometer nunca mais abandonar [tá, essa última parte é total mentira, mas quem nunca abandonou algo que atire a primeira pedra] Vamos trabalhar!

Esperar é terrível, não é? Há quem concorde, há quem discorde, mas no meu ponto de vista, uma pessoa anciosa e curiosa como eu, isso é tortura!!!

Neste momento estou na espera do resultado do vestibular, esse foi o motivo do chá de sumiço, o bendito vestibular me deixou burra e consumida! Um caco, um espectro flutuante que agora começa a ganhar um pouco mais de vida.

Mas olhando por outro ângulo, o que é a vida se não feita de esperas? Esperar para que um plano, uma meta sejam alcançados, cumpridos, realizados. A espera do natal, a espera da visita, a espera do dia seguinte e das concretizações, ou mesmo do esquecimento. Olhando por esse ângulo, não deveria ser tão anciosa assim, afinal, quando uma espera acaba, outra começa e assim vai.. É a vida e é bela assim.

Nesse momento espero o sono que começa a chegar e já vou desejar-lhe boas vindas, tardou mas não falhou. E vocês, o que esperam?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Consumo! Essa é a palavra

Primeiramente, muito obrigada pelos parabéns, ainda digerindo meus novos números, mas por incrível que pareça.. eu muito muito bem com minha idade e o que vem por aí.. Vontade de escrever.. mas sem inspiração, mas vamos lá.. ao trabalho!

Semana passada foi meu aniversário como vocês já sabem e saí com meu marido e minha irmã para comer na Subway [descobrir a pouco que comida 'saudável' e leve é boa também, adeus macdonald's] e comprar alguma coisa de presente para mim. Meu marido tem essa mania, "você compra e eu pago, assim eu não erro". Ok então, lá fomos nós ao Iguatemi.

Mas eu estava numa gripe terrível, com a sinusite atacada, surda do ouvido direito e a cabeça doendo. O que eu podia fazer? Andei por um monte de lojas, foi na minha loja favorita que SEMPRE passo quando vou ao shopping, a Saraiva, e.. nada. Nem uma ideia do que eu queria ganhar. Normalmente eu escolho, planejo e canto os meus presentes, mas esse ano sei lá o que deu em mim, será que estou me desapegando desse mundo capitalista que eu adoro? [pausa para pensar] nãaaooo.. Era a gripe mesmo.

Resultado: Voltei para casa com o marido frustrado por não ter me dado nada e o vale um presente. Hehehehe, adoro isso!

Durante o fim de semana fiquei pensando, na verdade eu escolhi até um mpnãoseidasquantas, mas o danado era caro demais pra um simples aniversário.. Então, como o meu mp3 estragou, escolhi um mp4 que até dá pra ler meus e-books que baixo de vez em quando.

Daí hoje, quando eu vou comprar o meu querido mp4, me aparece um amigo me mostrando um wireless para disparo de flashs super em conta no ebay e ainda por cima ele já comprou, testou e disse que é o que há! Meuuuuuuuu, eu querooooooooo!!!!!!!! Mas eu quero o mp4 também... E agora? São coisas necessárias, pelo menos no meu ponto de vista, mas talvez não sejam tanto assim.. ó céus! Estou presa nas minhas cordas de marionete de novo...

Tá, eu sou consumista, mas posso dizer que já fui muito pior, principalmente no que se diz respeito a roupas, sapatos e similares, hoje sou bem mais controlada, ou não, depende do ponto de vista, já que meu consumo agora são livros, eletrônicos e comida talvez. É, comida mesmo. Não posso passar perto de um supermercado que eu já quero entrar pra comprar alguma coisa, sempre acho que está faltando alguma coisa ou que posso ficar com fome mais tarde. Deve ser o costume de comprar... Tudo culpa desse sistema capitalista que influencia com suas grandes cores e atrativos tãaaooo lindos para uma simples marionete como eu.

Ai ai.. ainda morro disso.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Shut up and Drive!

Assunto polémico, né? Quero mesmo ler o livro, mas enquanto não o consigo para ler, vou me lembrando do filme.

Vamos trabalhar!!

E hoje é meu aniversário mais uma vez... Mas o que acho mais legal do meu aniversário são as pessoas que me conhecem a pouco tempo perguntando quanto anos eu tenho e ver a surpresa no rosto delas quando respondo que estou completando 27 anos.

Pode-se dizer que não aparento em nada ter a idade que tenho. Alguns me confundem com adolescente, outros com uma recem-adulta, mas nunca como uma mulher com quase 30 anos. Eu acho engraçado. Nada mais.

Sou uma pessoa com espírito jovem e adoro dar risada e fazer piadas, na verdade muitas vezes até me dou mal por causa disso, mas sabe como é aquele caso do 'perde um amigo mas não perde a piada'? Não diria que sou tão radical assim, mas já arranjei algumas confusões por causa da minha boca grande e piadas que deveriam ter sido guardadas. Tsc tsc.. Aí vai mais uma coisa pra minha lista do que tenho que me aprimorar.

Não sei se é assim com vocês, mas quando faço aniversário meio que faço uma auto-avaliação, relembro dos meus planos e na maioria das vezes fico deprimida e frustrada por alguns segundos por ter conseguido realizar nem 10% dos que fiz com data de vencimento para os 25 anos, mas logo depois dou de ombros porque lembro que as coisas não estão sobre total controle, fazer o que? Continuar meu caminho, me esforçar e ir à luta, tem muitas coisas que eu não imaginei e aconteceram também e sou muito feliz por isso. Eu sei que está lá fora tudo aquilo que eu procuro, não posso é ficar de braços cruzados esperando entrar pela janela, eu tenho que sair e ir atrás, certo?

Então.. Shut Up and Drive!



Ok, comentário sobre o vídeo.. eu não sou tão mulher fatal assim, mas digamos que eu tenho o meu.. 'spice' hehehehe.

Vejo muita mulher suspirando pela volta dos seus 15 anos, por favor, eu mesmo não queria voltar aos meus 15 anos. Uma adolescente cheia de dúvidas, que achava que sabia o suficiente e que nem tinha noção de como as coisas eram de verdade? Sem falar dos complexos com o corpo.. céus, que inferno!! Que bom que cresci, amadureci e aproveitei muuuito bem cada fase da minha vida. Agora estou curtindo o final dos meus 20 e poucos e chegando na casa dos temidos 30. É claro que tinha um monte de coisas que gostaria de fazer antes de chegar lá, mas tenho quase 3 anos pela frente ainda, então.. vamo que vamo e mais uma vez.. 'shup up and drive'!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

Fiquei muito surpresa com os comentários do último post e acho que só preciso dizer uma coisa: Obrigada pelo carinho e 'preocupação'! A marionete aqui ainda respira econtinua tentando se desvincilhar dos laços que a prende. Veleu mesmo!!

Agora vamos trabalhar!

Desde muito nova sempre tive uma grande noção de justiça ou pelo menos das injustiças que acontecem e muitas vezes mal-disse ou amaldiçoei mesmo o sistema, os governantes, os professores, meus pais ou qualquer forma de poder que podasse minha capacidade de individualismo ou o meu direito ou de outras pessoas de ir e vir. Nunca fui daquelas revoltadas radicais, mas digamos que sempre era escolhida como líder de classe ou de algum grupo que participasse pela minha língua grande e minhas idéias 'revolucionárias'.

Mas hoje vi um filme que me fez pensar nesse poder, ou na necessidade dele. Na verdade na necessidade de um poder maior, algo que ponha ordem, que nos dê leis.

Não sei se vocês assistiram o filme "ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA", quem não assistiu, recomendo que assista, mesmo quem não gosta de cenas fortes, é um filme totalmente pensante e forte. Quando acabou, minha irmã que assistiu junto comigo disse que não era tão pesado assim, em relação a cenas e tals, mas ela não tinha avaliado direito e concordou após um momento que eu tinha razão.

O filme mostra toda a selvageria que o ser humano pode guardar dentro de si e as consequencias de se viver numa sociendade sem normas, sem podagens, sem limites...

Estávamos comentando, se de repente não seria justamente uma crítica aos anarquistas que defendem uma nação sem governo, sem ordem, onde o caos impere. Essa seria a cegueira? Ou ainda à cegueira daquelas pessoas que pensam tanto em si mesmas que esquecem tudo e todos ao seu redor e quando necessita daqueles que antes esqueceu, desperta de seu estado lastimável.

Sinceramente, fiquei muito impressionada e cheguei a chorar e hiperventilar em momentos muito tensos. Perdi as contas de quantas vezes meu coração acelerou ou quantas vezes me segurei na poltrona confortável enquanto a catarse me envolvia numa revolta e fúria ou até mesmo alívio e alegria.

Não vou contar o filme, é claro, mas pude notar [ou seria reafirmar?] as facetas terríveis que o desespero e a falta de ordem podem fazer com o ser humano, sobrevivendo com a lei do mais forte ou mais aproveitador. A forma como alguns se aproveitaram de certas situações, descendo ao nível mais baixo e sub-humano que pode-se imaginar[ou não imaginar].

Enfim, apesar dos pesares, ainda temos um sistema que cuida para que mesmo sendo pouco, tenhamos algo nosso, a liberdade!